terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

OCUPAÇÃO INVOLUNTÁRIA DO CRATOD; FUNCIONÁRIOS DENUNCIAM OCUPAÇÃO EM NOME DA INTERNAÇÃO INVOLUNTÁRIA


Carta aberta dos Funcionários do Cratod a população:

Ao longo da história da humanidade é comum que povos em nome do progresso e desenvolvimento dizimem civilizações e culturas. 
Guardadas as devidas proporções, estamos vivendo uma situação parecida no Cratod. Em nome da “internação compulsória” o Cratod foi ocupado dia 21 de janeiro pela secretaria da saúde e teve sua diretora destituída. Essa ocupação ocorreu como se o prédio estivesse vazio, como se não houvesse nenhum profissional já trabalhando, e não existisse um trabalho de anos, como se já não houvesse uma estrutura montada e em bom funcionamento. Seus profissionais foram completamente desconsiderados, seu conhecimento e trabalho ignorados. A nova equipe entra e sai das salas sem se identificar, sem se apresentar como se estivesse na sua casa e não devesse nenhuma explicação. O trabalho existente está sendo desmanchado. 
O Centro de Referência com todos os ambulatórios, atendimentos, oficinas de regime intensivo e de semi-intensivo, parcerias com Universidades e capacitações profissionais oferecidas para o Brasil todo foram desconsideradas, como se não importasse realmente. As oficinas existentes foram “suspensas” para podermos dar conta da demanda de internação apenas, sem considerar o tratamento das pessoas dependentes. Nesta hora servimos como mão de obra barata para “tapar buraco”, o qual aliás, sem a avaliação inicial é enorme. Voltou a se fumar nas dependências do prédio, antes pioneiro na lei de proteção ao não fumante, no ambiente livre de tabaco e atendimento ao tabagismo.  
Em nenhum momento foi considerada a parceria, ou alguém nos perguntou o que achávamos, o que queríamos, o que pensávamos. A equipe foi considerada, sem julgamento, de incompetente. Infelizmente o funcionário público carrega esse rótulo de incompetente, encostado e vagabundo, mesmo se trabalhos brilhantes são realizados apesar da máquina pública. No serviço público tudo é feito para não funcionar, apesar disso muita gente se esforça e a coisa funciona! 
O tratamento ambulatorial visando à reinserção social está sendo gravemente afetado. O prédio reformado e bonito (mérito do Cratod) voltou a ser um centro de internação como há 30 anos, com superlotação. Que retrocesso! 
Não vamos nem entrar no mérito da questão se a internação compulsiva … ops “compulsória” é necessária neste momento. Estamos questionando como as coisas estão sendo feitas. Uma equipe que não consegue nem respeitar seus colegas de profissão, conseguirá respeitar a população? Difícil… 
O trabalho com dependência química começou aqui há 23 anos quando foi criada uma equipe para trabalhar com os pacientes alcoolistas. Uma médica, muito sensata, formou uma equipe para atender ambulatoriamente os pacientes alcoolistas uma vez que o número de internações dessa população estava crescendo. Iniciou-se o trabalho que aos poucos foi construído baseado no prática e no estudo. A equipe foi crescendo e se aperfeiçoando, o conhecimento se aprimorando. Essa pequena semente vingou, brotou, se transformou numa grande árvore frondosa que dá sombra e frutos. Infelizmente não querem ver isso.
Como centro de referência, o CRATOD atua no tratamento, na formação de recursos humanos, na prevenção. 
Criado em 2002, por decreto do então e atual governador Geraldo Alckmin, tem se constituído como um polo formador de recursos humanos especializados para todo o Estado de São Paulo, desenvolvendo e testando tecnologias de atendimento aos dependentes de substâncias psicoativas.  
Em relação ao tratamento, semanalmente, passavam (até o início de janeiro de 2013) aproximadamente 450 pacientes no CRATOD nos regimes intensivo, semi-intensivo e não intensivo. Alguns pacientes permaneciam meio período (manhã ou tarde), outros passavam o dia todo e alguns até pernoitavam quando em situação de risco. Temos 10 leitos de observação e pernoite. Atualmente esses leitos são ocupados apenas com pessoas “esperando vagas de internação”. O índice de internação no último ano foi de 4 % dos pacientes e todas foram internações voluntárias. A população atendida é 80% de moradores de rua, e o tratamento viso a recuperação, abstinência e reinserção social.
Ao longo desses anos, o CRATOD teve grande visibilidade na mídia levando o nome do governo e da Secretaria da Saúde a ponto de ser premiado com troféu por ser uma das instituições do governo que mais visibilidade positiva.
O CRATOD foi extremamente importante para a discussão e posterior lei que regula o fumo nos ambientes fechados de uso coletivo. Capacitamos a rede estadual para o atendimento aos tabagistas, além de sermos a Coordenação Estadual para o Controle do tabagismo junto ao INCA.
No papel de centro de referência, reconhecido até fora do país pelas inúmeras visitas de profissionais da área da dependência, também no estado, fomos , por vezes solicitados como supervisores e orientadores de serviços municipais.
No papel de prevenção realizamos, semanalmente, ações de prevenção nas praças públicas, estações de trens e metrôs e outros espaços de grande circulação de pessoas levando informação, distribuição de folhetos, preservativos e aplicando instrumentos validados para o rastreamento de uso de substâncias psicoativas (ASSIST, Fagerstrom). Após a detecção do uso utilizamos a técnica de Intervenção breve e fazemos os devidos encaminhamentos para aqueles que não chegaram, ainda, aos serviços de saúde e que apresenta uso abusivo ou dependência. 
Chegou a ora da derrubada. Sem escrúpulos, sem respeito, sem ética, sem consideração . Em nome de saber o que é melhor. Saiam de perto. Madeira…
Equipe do Centro de Referência de Álcool Tabaco e Outras Drogas. CRATOD.
Janeiro de 2013.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O QUE É RADIESTESIA?

Para quem não conhece, Radiestesia é a união de dois termos; um é do latim Radius que significa radiação; e o outro do grego Aisthesis que significa sensibilidade, que juntas significam sensibilidade às radiações.
Podemos definir a Radiestesia com a ciência que estuda as emanações energéticas provenientes do universo.
Sim, a Radiestesia deve ser vista como ciência, porque existem vários trabalhos em todo o mundo que a comprovam, e sua origem data de 6.000 anos atrás na Índia, embora tenha sido muito difundida na China também. Porém sua prática era restrita a poucas pessoas, aos sábios que guardavam seus segredos a sete chaves.Entrar para o universo da Radiestesia significa quebrar vários tabús e preconceitos, também ultrapassar limitações pessoais e entrar em contato consigo, isto é conhecer-se melhor.Os céticos se contrapõe a Radiestesia devido a sua vertente esotérica, relacionada ao estudo de outras dimensões. Cabe a cada um fazer sua própria conceituação e construção pessoal, respondendo se SOMOS APENAS AQUILO QUE CONSEGUIMOS VER.

A Radiestesia frequentemente é tida como um processo de adivinhação e é vista com muitas ressalvas pelos cientistas, isto é aqueles que se denominam cientistas e dominam um certo saber científico, embora sejam leigos em outras áreas e utilizam suas teorias para analisar a Radiestesia e o resto do mundo e chegarem a conclusões, afirmando que determinado fenômeno é apenas coincidência.
Aliás, a palavra coincidência significa incidir juntamente, incidência de dois ou mais eventos em um mesmo espaço ou tempo, harmonizar-se, ajustar-se e concordar. Não quer dizer que seja apenas ao acaso, portanto podemos provocar tais fenômenos.
Uma outra boa definição de Radiestesia seria, a ciência da harmonização.
A Radiestesia é uma técnica que objetiva a conexão entre o aparelho mental do radiestesista com o da pessoa, residência, trabalho, objeto pessoal ou animais e plantas.
Através dessa ligação o radiestesista pode
fazer diagnósticos energéticos e efetuar terapias de harmonização energética de pessoas, residências, empresas, relacionamentos, animais, plantas e o que quer que seja.

A Radiestesia é também utilizada para encontrar pessoas e objetos desaparecidos, descoberta de água e etc.
São utilizados vários instrumentos para auxiliar a captação vibratória e harmonização terapêutica, os mais utilizados são: pirâmides, cones, vários tipos de gráficos, pedras, cores, entre outros. Porém o mais conhecido e utilizado é o pêndulo, instrumento inseparável do radiestesista.
Que tal, vale a pena conhecer melhor a Radiestesia


Um grande abraço aos meus colegas radiestesistas genéticos, especialmente a grande mestra Dra. Patrícia Bortone.16/11/09

sábado, 29 de dezembro de 2012

A LÓGICA DA REGULAMENTAÇÃO DA ACUPUNTURA E DA MEDICINA NO CONGRESSO NACIONAL

Prof. Sohaku Bastos

Como funciona o nosso Congresso Nacional, poder da Republica que os brasileiros deveriam ter orgulho, mas que tem caminhado por veredas duvidosas ao requerer ''situações especiais'' de tramitação de Projetos de Lei em regime de “urgência”?
O caso dos royalties do petróleo é um desses projetos que está atropelando o rito natural de tramitação, visando favorecer a determinados segmentos políticos. O outro caso emblemático no Congresso Nacional, particularmente no Senado Federal, é o da regulamentação da Medicina no Brasil, projeto de lei que teve origem na Câmara Federal, e que tramitou dentro de uma coerência legislativa aceitável, mas, que agora, no apagar das luzes do ano de 2012, num açodamento jamais visto, alguns senadores, motivados não se sabe o porquê, tentam aprová-lo sem a necessária reflexão sobre os efeitos sociais de tal projeto.

Todo projeto de lei que ao final de cada ano tem sua tramitação acelerada, certamente, tem algo errado e obscuro. Repentinamente, melhor dizendo, desapercebidamente, no apagar das luzes de todos os anos, aparecem essas "urgências" para a aprovação de Projetos de Lei dos mais polêmicos aos mais extravagantes, na maioria das vezes para beneficiar algum grupo ou alguns interesses, longe da opinião pública e de muitos políticos contrários a esse tipo de manipulação do poder legislativo.

Vejam agora o que está acontecendo no Senado Federal com o Projeto de Lei que pretende regulamentar a Medicina no Brasil, conhecido como Projeto do Ato Médico. Durante todo o ano o referido Projeto tramitou dentro de uma coerência administrativa. Porém, no apagar das luzes do ano de 2012, aparecem as manipulações para aprovarem projetos que necessitam de maior discussão no seio da sociedade, pois o POVO, aquele que paga os impostos e elege os membros do legislativo, está "out", ou seja, está alheio às discussões sobre o assunto. O Distrito Federal não foi transferido para a Região Centro-Oeste do país para se transformar em um Bunker, uma fortaleza de poder para beneficiar a alguns poucos e prejudicar a muitos. Longe da opinião pública as coisas acontecem ao sabor dos lobbies e interesses inconfessáveis. Por que tanta pressa e tanto interesse em aprovar um Projeto de Lei que todos sabem ser inconstitucional? Por que a afobação de tramitá-lo de qualquer maneira para deixar a discussão final para a sessão plenária dessa casa de Leis, onde os acordos e conchavos politiqueiros ocorrem nas barbas da imprensa e nada é feito, acarretando futuras demandas judiciais no Supremo Tribunal Federal.

O Projeto de Lei do Ato Médico é tão estapafúrdio que o próprio Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde se posiciona contrário. Além disso, todos os segmentos da área da saúde são contra, incluindo os estudantes de medicina. A maioria da classe médica é igualmente contrária ao texto do referido Projeto. Ora, quem então é a favor dessa excrescência e a quem ela favorece? Vamos dissecar este monstrengo?

Inicialmente, faz-se mister indagar o quanto custa ao erário publico centralizar o poder da saúde e quais os beneficiários dessa estratégia. É do conhecimento de todos que o sistema de saúde do Brasil tem dono, e esse poder é fracionado em segmentos como foram criadas por aqui, no século XVI, as capitanias hereditárias. Na atualidade, os donos do poder não são eleitos pelo povo, pois eles estão representados por seus "testas de ferro" para defenderem seus próprios interesses. São eleitos pelo voto direto, porém muitas vezes manipulados a revelia do pobre cidadão. Todos os que defendem os corporativismos, as jogadas políticas, facilitando a falcatrua, agem como verdadeiros estelionatários eleitorais. Irremediavelmente, não há solução em curto prazo para que tenhamos uma representação legislativa isenta e imparcial. Com o amadurecimento da democracia no país será possível atingir esse ideal. Mas, enquanto isso, somos forçados a fiscalizar os atos legislativos para evitar que forças ocultas e lobbies agressivos consigam atingir seus objetivos, na maioria das vezes em prejuízo para a sociedade.

As tramitações dos Projetos de regulamentação da Medicina e da Acupuntura andam em paralelo no Senado Federal. Todavia, o projeto da Acupuntura caminha vagarosamente, sem “urgência” com muitos pedidos de vistas pelos parlamentares quando não, sobrestado. Já o projeto da Medicina tem outro tipo de tratamento e agilidade dentro do Senado, uma vez que muitos senadores e deputados são médicos e são pressionados pelo lobby das entidades da classe médica, sobretudo do Conselho Federal de Medicina. À propósito, quem é que paga esses lobistas? São recursos oriundos da anuidade dos profissionais médicos, ou são recursos de outra origem? Se for assim, que fique clara para os médicos a procedência desses recursos. Quanto aos profissionais de acupuntura, estes sim não têm recursos para bancar lobbies em Brasília, tampouco contam com o apoio da maioria das instituições da área no tocante à captação de recursos para constituir lobbies.

Onde há lobby há corporativismo, onde há corporativismo há manipulação de interesses para se conseguir objetivos quase sempre em detrimento dos interesses sociais. Esses interesses se resumem em duas palavras: poder e lucro. O lucro pode ser financeiro ou político. Porém, o Estado é o responsável, pois não tem exercido o seu legítimo papel de fiscalizador dos movimentos corporativistas, que sem controle tornam-se profundamente deletérios para a sociedade e para a democracia. O Brasil é o país do corporativismo! Por aqui as coisas funcionam muito bem à base dos lobbies e dos interesses corporativistas à luz da opinião pública e dos governos, e fica por isso mesmo. Os próprios governos aceitam esses lobbies, e se fortalecem com eles. Os poderes da República Federativa do Brasil são cortejados pelos segmentos corporativistas em defesa de seus domínios e em defesa de seus membros, mesmo que eles caminhem por vias obscuras. Quando isso vai acabar? Acredito que jamais, enquanto não houver uma transformação radical no sistema político do país, o que significaria lavar a cara e purificar os corações de uma parte significativa dessa gente que é, patologicamente, obcecada pelo poder e insaciável pelo dinheiro. A antiética da política brasileira, na qual se confunde o público com o privado, tem favorecido o conluio de políticos com empresários corruptos. Até mesmo autarquias, entidades sindicais, e outras instituições de interesse público são, eventualmente, flagradas em pleno delito dessa natureza. No caso das corporações profissionais isso também acontece com a mobilização de lobbies para a defesa de seus próprios interesses, alguns dos quais em franco conflito com a ética, com a verdade e com a justiça.

No caso da Medicina, a verdade é que ela tem que ser regulamentada no país, sobretudo para defender a população contra atos médicos inadequados, evitando assim o erro profissional, seja ele por negligência, por imprudência e, sobretudo, por imperícia. O que não é mais aceitável é que nessas circunstâncias projetos de lei venham tentar robustecer as competências do profissional médico em áreas do conhecimento da saúde que ele jamais estudou e que é de competência de outros profissionais. Esse é o xis da questão: competências!

É inimaginável aceitar a tese de que apenas o profissional médico tenha competência para diagnosticar e tratar pacientes com total exclusividade, atropelando as competências dos demais profissionais da área da saúde em pleno século XXI. Absurdos como este só podem ter abrigo em países que estejam submetidos a regimes autoritários ou cuja opinião pública esteja completamente alienada das questões sociais. Infelizmente, nossos políticos sabem disso, mas fingem que estão defendendo o cidadão, incorporando uma posição maniqueísta que se refletirá em um futuro preocupante.

No chamado “jogo democrático tupiniquim” do Congresso Nacional tudo pode acontecer em seus bastidores para que os mais fortes, ou os que tenham mais poder econômico, tirem vantagens de todo tipo. A máquina médico-farmacêutica , em particular, atropela todos os outros interesses, inclusive o social, para fazer valer seus objetivos: o lucro financeiro e o poder político. Essa máquina de poder tentará submeter toda sociedade a um sistema de saúde ineficiente e caro.

As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde, instituídas pelo Ministério da Saúde no ano de 2006, foram alvo de críticas e perseguições por parte dos Conselhos de Medicina e de órgãos relacionados a estes, com o objetivo de esvaziar um programa social de excelente qualidade. O fato é que este programa não dava lucro ao segmento médico-farmacêutico do país. A reação do corporativismo foi tanta que o Conselho de Medicina do Rio de Janeiro publicou no Jornal O Globo um anúncio caríssimo com o seguinte título: “Ministério da Saúde faz mal a Saúde”. Absurdos como este, com divulgação nas principais mídias do país, têm induzido a população ao erro de avaliação. A grande massa da população brasileira está completamente alienada dessas questões e é exatamente por isso que essas entidades que possuem certo “crédito social” se aventuram em lançar suas “opiniões” em público, passando-se como vítimas do sistema ou em defesa da sociedade...

Quando a sociedade avoca o Poder Judiciário, no caso o Supremo Tribunal Federal, para se socorrer de desmandos inconstitucionais dos outros poderes da Republica é porque a coisa está feia, a coisa vai muito mal...

 O Governo Brasileiro terá que controlar essas ambições desmedidas dos corporativismos e sancionar leis que realmente sejam em benefício da sociedade, fazendo prevalecer a verdade, a justiça e o bem social. Regulamentar a Acupuntura, sim, porém sem exclusividade. Regulamentar a Medicina, sim, mas sem medicocracia.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

AS ENERGIAS PERVERSAS SEGUNDO A MEDICINA TRADICIONAL CHINESA

As energias perversas, também conhecidas como fatores exógenos, são patógenos relacionados ao meio-ambiente que invadem o corpo humano através da boca, nariz ou da pele devido a sua dificuldade de ajuste às mudanças climáticas normais das estações do ano ou variações anormais do meio-ambiente.
Sendo assim os fatores patogênicos exógenos não são meros coadjuvantes e sim causadores do desequilíbrio yin - yang causando doenças.
São seis as energias perversas, vejamos cada uma.


1ª - VENTO (FENG), é um fator patogênico que ocorre predominantemente na primavera, favorecendo  a ocorrência de patologias relacionadas ao vento patogênico.
As características gerais do vento perverso são,  patologias de natureza yang, dores erráticas, agitação, sudorese, temor ao vento e doenças de evolução rápida.
A prevenção se dá ao evitarmos os seus fenômenos indutores são principalmente a exposição ao vento após a transpiração e dormir em local com correntes de ar.


2ª- FRIO (HAN), ocorre predominantemente no inverno, da mesma maneira que são favorecidas as doenças relacionadas ao frio patogênico.
O frio perverso tem como características gerais provocar doenças que apresentam bloqueio da circulação de qi e sangue, contrações, temor ao frio, calafrios e dores que repuxam.
Devemos prevenir através de cuidados no sentido de evitar seus fatores indutores que são a exposição ao frio e tomar chuva ou vento após a transpiração.


3ª- CANÍCULA (HUO) ou CALOR DO VERÃO (SYU), é uma energia que ocorre predominantemente no verão, assim como favorece as doenças relacionadas ao calor do verão patogênico.
Suas características gerais são, fator patogênico yang, resulta da transmissão do calor e do fogo, apresenta origem única externa, penetra e se espalha no corpo, provoca sudorese, fere os jinye e esgota o qi..
Devemos nos prevenir através de cuidados evitando os seus fenômenos indutores  tais como a exposição prolongada ao sol nos dias quentes ou a permanência por longos períodos em ambiente quente com pouca ventilação.


4ª- UMIDADE (SHI),  é de frequência maior no final do verão, onde ocorre a época das chuvas , que segundo o poeta são as águas de março levando o verão, trazendo as doenças relacionadas à umidade. As características gerais da umidade perversa é ser de natureza yin, pesada e impura, sensação de peso na cabeça e no corpo e entorpecimento.
Seus os fenômenos indutores são o uso de roupas molhadas pela chuva ou transpiração, habitar em locais baixos e úmidos ou exposição freqüente e por período prolongado com água no dia-a-dia, os quais devemos como forma de prevenção.


5ª- SECURA (ZAO), ocorre predominantemente no final do outono quando há pouca umidade no ar, favorecendo as doenças relacionadas à secura perversa.
Fator patogênico está apto a consumir yin liquido, especialmente o yin do pulmão.
Suas características gerais são, consumo de yin líquido, especialmente o yin do pulmão, pele seca, enrugada e rachada, secura na boca e nariz, secura e irritabilidade na garganta e tosse seca.
A prevenção se dá quando nesta época tomamos muita água e mantemos os locais de trabalho e moradia umidificados


6ª- CALOR (RE) e FOGO (HUO)
São fatores patogênicos yang que possuem intensidades diferentes, considerando o fogo é mais grave e o calor mais suave.
Tem como características gerais as manifestações hemorragicas tais como, hematêmese, hemoptise, epistaxe e erupções de pele. Pode provocar infecções de pele e furúnculos.
A prevenção se dá quando evitamos a exposição ao calor extremo por longos períodos.
Conheça mais lendo o livro Fundamentos Essenciais da Acupuntura Chinesa, Editora Icone.   25/08/10

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

DEPRESSÃO



Foto: Duvido que essa capa de Veja receba metade, um quarto, um décimo das críticas dedicadas a várias outras edições da revista, especialmente quando ela se põe a denunciar e atacar (com um conceito bem próprio de "jornalismo", claro) pessoas e grupos ligados aos atuais detentores do poder. Mas para mim essa capa é bem mais perniciosa, rasteira e traiçoeira do que as "denúncias" de Marcos Valério ou as cretinices sobre o "novo momento" na luta contra a corrupção no Brasil. Essa capa é perigosa porque mente sobre o mundo todo em que a gente vive - um mundo que potencializa psicopatias ao grau epidemia e que, em seguida, descobre algum fármaco capaz de nos "curar" da doença que ele próprio cria e dissemina. 

Depressão não é gripe, não é virose, algo que se pega ao acaso e que se pode curar com remédio, cama e repouso. Depressão é o aspecto mais visível de um mundo doente, desumano, desumanizado e desumanizador - um mundo onde a gente tem tarefas, tem metas, precisa correr incansavelmente contra o tempo, mas onde a gente não se enxerga no nosso irmão e onde tudo se mostra esvaziado de significado. Um mundo onde o outro é uma ferramenta, onde eu próprio sou uma ferramenta, onde eu devo sempre me afastar do outro e onde se exige do ser humano, esse animal social por natureza, que coloque a si mesmo não apenas como centro, mas como norte de todas as coisas. Onde a solidão é denominador comum e eu tenho que encher a boca para dizer que eu sou mais eu. Onde tiraram do homem tudo que era chão, tudo que era significado, e substituíram por coisa alguma. Um mundo repleto de estímulos e carente de amor.

Depressão existe há muito tempo, claro. Mas é a epidemia da nossa época. E pretender curar a depressão com uma pílula (e ilustrar isso na capa de revista como algo positivo, uma grande conquista) é promover a continuidade da moléstia e mais, incentivar que ela se multiplique e se torne ainda mais esmagadora e cruel. É incentivar que nos tornemos dependentes de mais uma bengala, de mais um processo químico que alivie a dor da existência insuportável em um mundo cada vez mais insuportável. Isso sem contar que a Veja não teve a ideia da brilhante capa por altruísmo ou qualquer coisa assim: certamente o faz em nome da saúde de seu departamento comercial, já que o comprimido é feito por um laboratório e o laboratório investe grana em publicidade para seus produtos - que nunca curam, apenas promovem um "tratamento" perpétuo. Ou o Prozac curou multidões por aí e só eu não vi?

Cura da depressão? Só mudando bastante coisa no mundo em que a gente vive. Boa parte de suas lógicas, inclusive Botando bem mais afeto e bem menos sucesso na fórmula, por ex. Mas aí ninguém quer, claro - ninguém vai fazer capa dizendo "Bem-sucedidos e infelizes: a epidemia global da depressão" ou qualquer coisa do tipo. Vamos apostar no comprimido, pessoal. Afinal, cada um com sua divindade, não é?  

Por isso eu digo: muitas capas da Veja me irritam. De outras, eu só dou risada. Mas essa sim, me deixa muito, muito revoltado. De verdade.
Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade
Duvido que essa capa de Veja receba metade, um quarto, um décimo das críticas dedicadas a várias outras edições da revista, especialmente quando ela se põe a denunciar e atacar (com um conceito bem próprio de "jornalismo", claro) pessoas e 

grupos ligados aos atuais detentores do poder. Mas para mim essa capa é bem mais perniciosa, rasteira e traiçoeira do que as "denúncias" de Marcos Valério ou as cretinices sobre o "novo momento" na luta contra a corrupção no Brasil. Essa capa é perigosa porque mente sobre o mundo todo em que a gente vive - um mundo que potencializa psicopatias ao grau epidemia e que, em seguida, descobre algum fármaco capaz de nos "curar" da doença que ele próprio cria e dissemina.

Depressão não é gripe, não é virose, algo que se pega ao acaso e que se pode curar com remédio, cama e repouso. Depressão é o aspecto mais visível de um mundo doente, desumano, desumanizado e desumanizador - um mundo onde a gente tem tarefas, tem metas, precisa correr incansavelmente contra o tempo, mas onde a gente não se enxerga no nosso irmão e onde tudo se mostra esvaziado de significado. Um mundo onde o outro é uma ferramenta, onde eu próprio sou uma ferramenta, onde eu devo sempre me afastar do outro e onde se exige do ser humano, esse animal social por natureza, que coloque a si mesmo não apenas como centro, mas como norte de todas as coisas. Onde a solidão é denominador comum e eu tenho que encher a boca para dizer que eu sou mais eu. Onde tiraram do homem tudo que era chão, tudo que era significado, e substituíram por coisa alguma. Um mundo repleto de estímulos e carente de amor.

Depressão existe há muito tempo, claro. Mas é a epidemia da nossa época. E pretender curar a depressão com uma pílula (e ilustrar isso na capa de revista como algo positivo, uma grande conquista) é promover a continuidade da moléstia e mais, incentivar que ela se multiplique e se torne ainda mais esmagadora e cruel. É incentivar que nos tornemos dependentes de mais uma bengala, de mais um processo químico que alivie a dor da existência insuportável em um mundo cada vez mais insuportável. Isso sem contar que a Veja não teve a ideia da brilhante capa por altruísmo ou qualquer coisa assim: certamente o faz em nome da saúde de seu departamento comercial, já que o comprimido é feito por um laboratório e o laboratório investe grana em publicidade para seus produtos - que nunca curam, apenas promovem um "tratamento" perpétuo. Ou o Prozac curou multidões por aí e só eu não vi?

Cura da depressão? Só mudando bastante coisa no mundo em que a gente vive. Boa parte de suas lógicas, inclusive Botando bem mais afeto e bem menos sucesso na fórmula, por ex. Mas aí ninguém quer, claro - ninguém vai fazer capa dizendo "Bem-sucedidos e infelizes: a epidemia global da depressão" ou qualquer coisa do tipo. Vamos apostar no comprimido, pessoal. Afinal, cada um com sua divindade, não é?

Por isso eu digo: muitas capas da Veja me irritam. De outras, eu só dou risada. Mas essa sim, me deixa muito, muito revoltado. De verdade.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Conheçam o Grupo OcupABP no facebook


Descrição enviada pelo ativista histórico Geraldo Peixoto
Este grupo – OcupABP – foi criado sob a proposta de algo novo, subversivo e ... até revolucionário! Os movimentos Occupy tem muita validade e abrem um leque muito mais amplo, permitindo a participação de toda a militância, de todo o movimento, porque afinal, a Associação Brasileira de Psiquiatria, a ABP, não diz respeito somente aos psiquiatras, ao contrário, diz respeito a nós todos, principalmente a nós, usuários e familiares, aos que são próximos e aos que são profundamente envolvidos nessas questões da loucura, da psicose, da doença mental, etc. Esta proposta assusta, assusta não só o nosso lado, mas, principalmente, o lado da ABP. Por trás disso ronda a crise do capitalismo internacional, inclusive com a descomunal força econômica dos laboratórios e com a proximidade entre esses impé...rios econômicos e a psiquiatria em todo o mundo. Sabemos também, que estaremos mexendo num vespeiro. Que fique bem claro que, não pretendemos destruir nada! Estamos apenas reagindo a essa estrutura fossilizada existente dentro da ABP. Nossa reforma psiquiátrica é sem dúvida, passível de crítica, porém, não a essa crítica com que a ABP tem-se posicionado, crítica corporativista e até raivosa. Não temos nenhuma palavra de ordem, o que devemos é: OCUPAR A ABP e isso não é uma palavra de ordem, deverá ser o nosso objetivo. Não nos mete medo esse embate, queremos discutir!
OBJETIVOS DESTE GRUPO: colaboração de todos com a publicação de artigos, reportagens, fotos, vídeos etc.
Geraldo/Dulce
É só clicar no link abaixo:
https://www.facebook.com/groups/321328274618421/
 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

LUZ

Caçado pela policia, desprezado pela Justiça,
Jogado a própria sorte, das leis que governa o homem!
Daqueles que nada possui!
O que eu posso fazer? Sentar e lamentar?
Eles dizem que sim! Sabem jogar a sujeira debaixo do tapete,
Eu conheço este caminho, que os cegos tentam nos guiar!
Quando eu andava iluminado pela LUZ,
As minhas pedras se queimavam,
Debaixo dos olhos bonitos de quem me observa,
Reprimem e me culpam me escondem e nunca é visto!
Quando o sino toca eu ouço os barulhos das ruas de pedras,
Que eu ando e às vezes tropeço!
Eu andei voando e vi como a cidade esta limpa,
Para gringos ver na copa das tuas mansões!
Onde eu estava mesmo? Aos quatros ventos batidos?
O que eu posso fazer? Sou só um homem com uma guitarra nas mãos!
Tudo bem eu volto pra rua amém!
E da minha cama que é de jornal, eu leio a manchete,
A cidade esta higienizada! Amém?
20/junho/2012    Marcelo Melinsky De Morais.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

DIA DE LUTO NA FUNDAÇÃO CASA

A quarta-feira foi de luto nas 182 unidades da Fundação CASA. Mobilizados, os profissionais de psicologia da instituição se vestiram de preto e instituíram o dia 6 de junho como o Dia do Luto pelo Não Cumprimento do Acordo da Jornada das 30 horas. Juntos, os psicólogos foram às ruas reivindicar a jornada de 30 horas semanais, votada e aprovada dia 24/3, em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores em Entidades de Assistência e Educação à criança e ao Adolescente e à Família do Estado de São Paulo (SINTRAEMFA), e sem implementação até agora.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

PALESTRA ORGANIZADA PELO D.A. PSICOLOGIA TRANSFORMAR


 "Políticas Públicas em Saúde Mental, a Atenção Psicossocial e o Tratamento Humanizado" foi o tema debatido com cerca de 200 estudantes na UNISA. Parabéns aos organizadores, professores e participantes. Colocamos em pauta a redução de danos, internação compulsória, atenção psicossocial e organização de serviços de saúde.  

quarta-feira, 14 de março de 2012

POR UM TRATAMENTO HUMANIZADO EM SAÚDE MENTAL

Defendendo a implantação ‘de fato’ da Reforma Psiquiátrica aprovada no Brasil em 2001, o professor e deputado Carlos Giannazi, em conjunto com o psicólogo Rafael Marmo — ex-diretor do CAPS de Santo Amaro, sanitarista e ativista dos movimentos populares de Saúde e Educação — , organizou a pedido da Frente Estadual Antimanicomial na ALESP, no dia 08 de março, uma audiência pública para tratar deste e de outros temas relacionados à defesa e aplicação, pelo poder público, de uma política de saúde mental humanizada.
“Lutamos pela dignidade no atendimento no sistema de Saúde para que as pessoas com transtornos mentais e emocionais sejam atendidas de uma forma humana, solidária e com respeito a sua cidadania”, argumentou Giannazi, reafirmando seu empenho em criar, na Casa, uma Frente Parlamentar Antimanicomial com o apoio de outros deputados e dos ativistas que defendem a proposta.
Rafael Marmo fez uma contundente referência à falta de sensibilidade, de ação e de planejamento da prefeitura da capital no tocante ao tratamento dos dependentes de álcool e drogas. “Temos somente 21 Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) na cidade inteira para atender quem faz uso abusivo de álcool e drogas, o que representa a metade do que preconiza a OMS para uma população de mais de 10 milhões de pessoas. Além disso, não há nenhum leito público de desintoxicação para atendimento deste usuário”, revelou, acrescentando a importância da luta antimanicomial. Marmo criticou a política higienista das autoridades e a desarticulada e inapropriada operação realizada na Cracolândia, região central da capital. Nessa linha, Giannazi denunciou o desmonte do serviço público de saúde em favor do interesse das Organizações Sociais e disse que é importante que o tema da saúde mental ocupe a pauta da Assembleia Legislativa.
Participaram do encontro os deputados estaduais Adriano Diogo e Marcos Martins (PT), o professor Paulo Amarante, da Fundação Osvaldo Cruz (RJ), o professor e psicanalista Antonio Lancetti, além de usuários, movimentos e entidades como o Fórum Popular de Saúde Mental do Grande ABC, a Associação dos Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (AASPTJ-SP), o Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba (FLAMAS), Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), ONGs e usuários dos serviços de saúde mental de Campinas, Sorocaba, São Bernardo do Campo, Araras e Presidente Prudente, além de Belo Horizonte (MG).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

HORIZONTE

                                                                                                                
As portas já não fecham nada,
As janelas não tapam horizontes,
A tv virou uma peça de arte,
O fogão um tele-transporte do futuro,
A geladeira um caixão primitivo,
A moto um cavalo sem alma,

Tudo ficou estranho sem você

O sol derrete em suor,
As nuvens trazem mensagens,
No horizonte meus olhos se fecham,
Os ventos são ondas eletromagnéticas,

Tudo ficou estranho sem você

A grande sala volta a sua paz,
Depois de caminhar em silêncio,
A terra preciza de sangue,
E eu de você,

Pois tudo ficou estranho sem você

Na solidão pulei dentro do espelho,
Existem coisas interessantes lá dentro,
Dias monótonos, curtas semanas,
A algo que cobre a realidade,

Atravessei a cidade acordado,
Atravessei o outro lado da noite.

Marcelo Melinsky de Morais

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

TUIM PARTE 2

Tantos fatos ao mesmo tempo, que eu não podia julgar,
A vida é muito curta, e não há tempo a esperar,
Que um dia a sorte chegue pra poder me ajudar,
A curtir minha conquista antes do meu fim chegar.

E o medo que eu tinha de não ter coragem,
Fugindo da realidade, eu encontrei uma falsa amizade
Não era alegria, era só euforia para a festa começar.
A minha familia adoecia enquanto eu enlouquecia.

E fazendo a mesma coisa cometia os mesmos erros
E a cada dia era um novo pesadelo dividido em partes.

Hojé eu quero parar mais não sei onde está o problema,
Estou na loucura viajando nas ruas eu sei,
me desprendi, me perdi mais não sei sair deste esquema,
Quero mais,
Quero mais,
Quero mais,
Crack.

Marcelo Melinsky de Morais

domingo, 12 de fevereiro de 2012

TUIM, DE MARCELO MELINSKY DE MORAIS

Muda o artista, a história é a mesma,Vira a noite na correria,
Nada mais satisfazia,
Dor nos ossos para anestesiar a alma.

Na hora do tuim a eternidade dura 5 minutos,
Cai o noia a sonhar, sonhar e acordar,
Com o que sobrou do tuim.

Sem saber se é demais,
Se droga até quase morrer.
De hospício em hospício tenta viver.

Sofrimento perigoso em breve chegara,
Sem julgar você vera,
Se é pouca sorte, ou muito azar

Julho de 2006.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CARTA DA 14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE

Todos usam o SUS: SUS na Seguridade Social! Política Pública, Patrimônio do Povo Brasileiro
Acesso e Acolhimento com Qualidade: um desafio para o SUS
Nestes cinco dias da etapa nacional da 14ª Conferência Nacional de Saúde reunimos 2.937 delegados e 491 convidados, representantes de 4.375 Conferências Municipais e 27 Conferências Estaduais.
Somos aqueles que defendem o Sistema Único de Saúde como patrimônio do povo brasileiro.
Punhos cerrados e palmas! Cenhos franzidos e sorrisos.
Nossos mais fortes sentimentos se expressam em defesa do Sistema Único de Saúde.
Defendemos intransigentemente um SUS Universal, integral, equânime, descentralizado e estruturado no controle social.
Os compromissos dessa Conferência foram traçados para garantir a qualidade de vida de todos e todas.

A Saúde é constitucionalmente assegurada ao povo brasileiro como direito de todos e dever do Estado. A Saúde integra as políticas de Seguridade Social, conforme estabelecido na Constituição Brasileira, e necessita ser fortalecida como política de proteção social no País

Os princípios e as diretrizes do SUS de descentralização, atenção integral e participação da comunidade continuam a mobilizar cada ação de usuários, trabalhadores, gestores e prestadores do SUS.


Construímos o SUS tendo como orientação a universalidade, a integralidade, a igualdade e a equidade no acesso às ações e aos serviços de saúde.

O SUS, como previsto na Constituição e na legislação vigente é um modelo de reforma democrática do Estado brasileiro. É necessário transformarmos o SUS previsto na Constituição em um SUS real.

São os princípios da solidariedade e do respeito aos direitos humanos fundamentais que garantirão esse percurso que já é nosso curso nos últimos 30 anos em que atores sociais militantes do SUS, como os usuários, os trabalhadores, os gestores e os prestadores, exercem papel fundamental na construção do SUS.

A ordenação das ações políticas e econômicas deve garantir os direitos sociais, a universalização das políticas sociais e o respeito às diversidades etnicorracial, geracional, de gênero e regional. Defendemos, assim, o desenvolvimento sustentável e um projeto de Nação baseado na soberania, no crescimento sustentado da economia e no fortalecimento da base produtiva e tecnológica para diminuir a dependência externa.

A valorização do trabalho, a redistribuição da renda e a consolidação da democracia caminham em consonância com este projeto de desenvolvimento, garantindo os direitos constitucionais à alimentação adequada, ao emprego, à moradia, à educação, ao acesso à terra, ao saneamento, ao esporte e lazer, à cultura, à segurança pública, à segurança alimentar e nutricional integradas às políticas de saúde.

Queremos implantar e ampliar as Políticas de Promoção da Equidade para reduzir as condições desiguais a que são submetidas as mulheres, crianças, idosos, a população negra e a população indígena, as comunidades quilombolas, as populações do campo e da floresta, ribeirinha, a população LGBT, a população cigana, as pessoas em situação de rua, as pessoas com deficiência e patologias e necessidades alimentares especiais.

As políticas de promoção da saúde devem ser organizadas com base no território com participação inter‐setorial articulando a vigilância em saúde com a Atenção Básica e devem ser financiadas de forma tripartite pelas três esferas de governo para que sejam superadas as iniqüidades e as especificidades regionais do País.Defendemos que a Atenção Básica seja ordenadora da rede de saúde, caracterizando‐se pela resolutividade e pelo acesso e acolhimento com qualidade  em tempo adequado e com civilidade.

 A importância da efetivação da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, a garantia dos direitos sexuais e dos direitos reprodutivos, além da garantia de atenção à mulher em situação de violência, contribuirão para a redução da mortalidade materna e neonatal, o combate ao câncer de colo uterino e de mama e uma vida com dignidade e saúde em todas as fases de vida.

A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra deve estar voltada para o entendimento de que o racismo é um dos determinantes das condições de saúde. Que as Políticas de Atenção Integral à Saúde das Populações do Campo e da Floresta e da População LGBT, recentemente pactuadas e formalizadas, se tornem instrumentos que contribuam para a garantia do direito, da promoção da igualdade e da qualidade de vida dessas populações, superando todas as formasde discriminação e exclusão da cidadania, e transformando o campo e a cidade em lugar de produção da saúde.

Para garantir o acesso às ações e serviços de saúde, com qualidade e respeito às populações indígenas, defendemos o fortalecimento do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. A Vigilância em Saúde do Trabalhador deve se viabilizar por meio da integração entre a Rede Nacional de Saúde do Trabalhador e as Vigilâncias em Saúde Estaduais e Municipais. Buscamos o desenvolvimento de um indicador universal de acidentes de trabalho que se incorpore aos sistemas de informação do SUS.

Defendemos o fortalecimento da Política Nacional de Saúde Mental e Álcool e outras drogas, alinhados aos preceitos da Reforma Psiquiátrica antimanicomial brasileira e coerente com as deliberações da IV Conferência Nacional de Saúde Mental

Em relação ao financiamento do SUS é preciso aprovar a regulamentação da Emenda Constitucional 29. A União deve destinar 10% da sua receita corrente bruta para a saúde, sem incidência da Desvinculação de Recursos da União (DRU), que permita ao Governo Federal a redistribuição de 20% de suas receitas para outras despesas.


Defendemos a eliminação de todas as formas de subsídios públicos à comercialização de planos e seguros privados de saúde e de insumos, bem como o aprimoramento de mecanismos, normas e/ou portarias para o ressarcimento imediato ao SUS por serviços a usuários da saúde suplementar. Além disso, é necessário manter a redução da taxa de juros, criar novas fontes de recursos, aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para a saúde, tributar as grandes riquezas, fortunas e latifúndios, tributar o tabaco e as bebidas alcoólicas, taxar a movimentação interbancária, instituir um percentual dos royalties do petróleo e da mineração para a saúde e garantir um percentual do lucro das empresas automobilísticas.

Defendemos a gestão 100% SUS: sistema único e comando único, sem “duplaporta”, contra a terceirização da gestão e com controle social amplo. A gestão deve ser pública e a regulação de suas ações e serviços deve ser 100% estatal, para qualquer prestador de serviços ou parceiros. Precisamos contribuir para a construção do marco legal para as relações do Estado com o terceiro setor. Defendemos a profissionalização das direções, assegurando autonomia administrativa aos hospitais vinculados ao SUS, contratualizando metas para as equipes e unidades de saúde.

Defendemos a exclusão dos gastos com a folha de pessoal da Saúde e da Educação do limite estabelecido para as Prefeituras, Estados, Distrito Federal e União pela Lei de Responsabilidade Fiscal e lutamos pela aprovação da Lei de Responsabilidade Sanitária.Para fortalecer a Política de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde é estratégico promover a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras em saúde, investir na educação permanente e formação profissional de acordo com as necessidades de saúde da população, garantir salários dignos e carreira definida de acordo com as diretrizes da Mesa Nacional de Negociação Permanente do SUS, assim como, realizar concurso ou seleção pública com vínculos que respeitem a legislação trabalhista. e assegurem condições adequadas de trabalho, implantando a Política de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS.


Visando fortalecer a política de democratização das relações de trabalho e fixação de profissionais, defendemos a implantação das Mesas Municipais e Estaduais de Negociação do SUS, assim como os protocolos da Mesa Nacional de Negociação Permanente em especial o de Diretrizes Nacionais da Carreira Multiprofissional da Saúde e o da Política de Desprecarização. O Plano de Cargos, Carreiras e Salários no âmbito municipal/regional deve ter como base as necessidades loco‐regionais, com contrapartida dos Estados e da União.

Defendemos a adoção da carga horária máxima de 30 horas semanais para a enfermagem e para todas as categorias profissionais que compõem o SUS, sem redução de salário, visando cuidados mais seguros e de qualidade aos usuários.


Apoiamos ainda a regulamentação do piso salarial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controle de Endemias (ACE), Agentes Indígenas de Saúde (AIS) e Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) com financiamento tripartite.

Para ampliar a atuação dos profissionais de saúde no SUS, em especial na Atenção Básica, buscamos a valorização das Residências Médicas e Multiprofissionais, assim como implementar o Serviço Civil para os profissionais da área da saúde. A revisão e reestruturação curricular das profissões da área da saúde devem estar articuladas com a regulação, a fiscalização da qualidade e a criação de novos cursos, de acordo com as necessidades sociais da população e do SUS no território.

O esforço de garantir e ampliar a participação da sociedade brasileira, sobretudo dos segmentos mais excluídos, foi determinante para dar maior legitimidade à 14ª Conferência Nacional de Saúde. Este esforço deve ser estendido de forma permanente, pois ainda há desigualdades de acesso e de participação de importantes segmentos populacionais no SUS.

Há ainda a incompreensão entre alguns gestores para com a participação da comunidade garantida na Constituição Cidadã e o papel deliberativo dos conselhos traduzidos na Lei nº 8.142/90. Superar esse impasse é uma tarefa, mais do que um desafio.

A garantia do direito à saúde é, aqui, reafirmada com o compromisso pela implantação de todas as deliberações da 14ª Conferência Nacional de Saúde que orientará nossas ações nos próximos quatro anos reconhecendo a legitimidade daqueles que compõe os conselhos de saúde, fortalecendo o caráter deliberativo dos conselhos já conquistado em lei e que precisa ser assumido com precisão e compromisso na prática em todas as esferas de governo, pelos gestores e prestadores, pelos trabalhadores e pelos usuários.



Somos cidadãs e cidadãos que não deixam para o dia seguinte o que é necessário fazer no dia de hoje. Somos fortes, somos SUS




COMISSÃO ORGANIZADORA DA 14ª CNS
Brasília, DF, 04/12/11

sábado, 12 de novembro de 2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

VIII CONGRESSO DE RADIESTESIA E RADIÔNICA



Nos dias 05 e 06 de novembro ocorreu o VIII Congresso de Radiestesia e Radiônica. Um sucesso de participação e programação.
Diversos palestrantes e trabalhos apresentados do maior nível possível. Parabéns aos participantantes e organizadores.
Vejam as fotos do evento:
RADIESTESIA GENÉTICA REPRESENTADA EM PESO NO CONGRESSO
A MESTRA DRª PATRICIA BORTONE COM AS PROFªS. TATIANA RODELLO E CARLA CAMPOS

SUCESSO DE PARTICIPAÇÃO

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CARTA DA FRENTE ESTADUAL ANTIMANICOMIAL DE SÃO PAULO

Nós da “Frente Estadual Antimanicomial – São Paulo” nos propomos a congregar e acolher os diversos movimentos e entidades do campo da saúde, saúde mental, e outras áreas. Reafirmamos os compromissos e propostas da “Carta de Bauru” (Bauru, 1987), do “Relatório Final da IV Conferência Nacional de Saúde Mental – Intersetorial” (Brasil, 2011), “Carta de Carapicuíba” (Carapicuíba, 2011), “Carta de Santos” (Santos, 2011) e da “Carta de Serra Negra” (Serra Negra, 2011).
Propomos avançar na Reforma Sanitária e na Reforma Psiquiátrica Antimanicomial no Estado, defendendo o direito à saúde a partir dos princípios do SUS, discutindo e apresentando proposições e ações frente aos desafios da atualidade.
Os movimentos de Reforma Psiquiátrica, Reforma Sanitária e Luta Antimanicomial, como muitos outros Movimentos Sociais, marcaram o século XX e início do XXI com propostas de construção de uma sociedade democrática, com a garantia de direitos sociais e transformação da atenção pública em saúde e saúde mental no Brasil.
Atualmente, encontram-se em implementação no território brasileiro redes de serviços substitutivos de atenção em saúde mental e diversas iniciativas intersetoriais nos campos do trabalho e da cultura. E, certamente, uma das principais conquistas da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial tem sido a de afirmar, garantir e restituir os direitos dos usuários, dos familiares e da comunidade, buscando garantir seu protagonismo e a participação popular.
O Relatório Final da “IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial”, realizada em julho de 2010, após 359 conferências municipais e 205 regionais, com a participação de cerca de 1200 municípios e aproximadamente 46.000 pessoas, reafirma os princípios e diretrizes da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial. Apresenta um conjunto significativo de propostas para enfrentar os desafios atuais, trazer avanços à Política Nacional de Saúde Mental e às articulações intersetoriais e, do mesmo modo, contribuir para o fortalecimento de políticas sociais, tais como: direitos humanos, assistência social, habitação, educação, cultura, trabalho e economia solidária.
O Governo do Estado de São Paulo marcou seu retrocesso ao se recusar a participar da “IV Conferência Nacional de Saúde Mental Intersetorial”. No entanto, movimentos sociais associados ao Conselho Estadual de Saúde fizeram frente a essa omissão autoritária e conseguiram organizar a “Plenária Estadual de Saúde Mental Intersetorial”, realizada em São Bernardo do Campo.
Esse posicionamento do Governo do Estado de São Paulo evidencia uma oposição à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e o descaso com princípios do Sistema Único de Saúde, o Controle Social e a participação popular. Isto evidencia o investimento de ações e serviços distantes dos princípios da Reforma Sanitária e Psiquiátrica Antimanicomial: Unidade Experimental de Saúde, Comunidades Terapêuticas, Ambulatórios Médicos de Especialidades – AME Psiquiatria. Destacamos que o governo desse estado vem transferindo sua responsabilidade de gestão e oferta de serviços SUS para terceiros como as Organizações Sociais, colocando interesses privados acima dos públicos.
Defendemos a extinção definitiva de toda e qualquer forma de internação de cidadãos com sofrimento psíquico em hospitais psiquiátricos ou em quaisquer outros estabelecimentos de regime fechado, como uma das formas de enfrentar o estigma e a segregação das pessoas em sofrimento psíquico e primar pela garantia dos direitos humanos.
Consideramos as seguintes prioridades para o avanço da Reforma Sanitária e da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial:
  • Que o usuário de serviço de saúde mental não seja reduzido a um diagnóstico, devendo ser considerado como sujeito de direitos;
  • O reconhecimento do protagonismo de usuários e familiares para a construção de políticas públicas de saúde mental e intersetoriais;
  • A garantia do direito à saúde por meio de ações intersetoriais que visem à integralidade da atenção, com horizontalidade nas relações profissionais, a partir de equipes e serviços interdisciplinares;
  • Implementar, ampliar e fortalecer as redes territoriais de atenção à saúde mental com diversos serviços substitutivos, estreitando relações com importantes frentes de luta e cuidado: direitos humanos, assistência social, educação, moradia, trabalho e economia solidária;
  • Entender e considerar a política de atenção a usuários de álcool e outras drogas como parte integrante das ações em saúde mental devendo respeitar os mesmos princípios da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, em que a centralidade está na construção de projetos terapêuticos singulares;
  • Fechamento de todos os leitos de Hospitais Psiquiátricos, destinando seus recursos de acordo com a Portaria 106/2000 e garantindo a criação da rede substitutiva;
  • Extinção de toda e qualquer forma de internação de cidadãos em sofrimento psíquico em hospitais psiquiátricos, comunidades terapêuticas, manicômios judiciários e em quaisquer outros estabelecimentos de regime fechado;
  • Criação de leitos em hospitais gerais previstos na Lei 10.216;
  • O fechamento imediato da Unidade Experimental de Saúde, considerando essa como uma afronta aos Direitos Humanos, à Reforma Sanitária e à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial;
  • Retirar os investimentos públicos de Comunidades Terapêuticas, entendendo que estas se apresentam como equipamentos contrários à Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, representando a volta dos manicômios e da assistência baseada na exclusão social;
  • Ampliar os investimentos na implementação de redes de atenção comunitária à saúde mental;
  • Garantir que todos os moradores mapeados pelo “Censo Psicossocial dos Moradores em Hospitais Psiquiátricos do Estado de São Paulo”, sejam desinternados e desinstitucionalizados, e, quando necessário, possam morar em residências terapêuticas;
  • Implementar Casas de Acolhimento Transitório e moradias solidárias vinculadas às redes de saúde mental, contemplando também a população em situação de rua;
  • Implementar, ampliar e fortalecer ações intersetoriais para garantir os direitos sociais para a população em situação de rua;
  • Garantir a efetivação dos consultórios de rua e o fortalecimento das políticas de Redução de Danos;
  • Garantir a eliminação da dupla porta no SUS;
  • Revogação a Lei Estadual 1131/2010 que permite ao Estado vender 25% das vagas de serviços SUS para os Planos de Saúde Privados e particulares, cerceando os direitos dos usuários do SUS e atacando diretamente os princípios do SUS;
  • Respeitar e fortalecer os espaços e instâncias de controle social (Conselhos, Conselhos Gestores, Conferências) como espaços de proposição, fiscalização e acompanhamento das políticas de saúde e de saúde mental em suas áreas de abrangência.
Em defesa do SUS, Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, por uma Sociedade sem Manicômios!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

APROVADO O DIA ESTADUAL DE LUTA CONTRA A MEDICALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO

Foi aprovado no dia 12 de setembro o Projeto de Lei nº454/2011, de autoria do Deputado Estadual Carlos Giannazi do PSOL,  na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
O PL institui o Dia Estadual de Luta contra a Medicalização da Educação, que será celebrado anualmente no dia 11 de novembro, passando a fazer parte do Calendário Oficial de Eventos da ALESP.
A aprovação do dia 11 de novembro como o Dia Estadual de Luta contra a Medicalização da Educação está sendo comemorado por pais, crianças, professores educadores e todos envolvidos nos movimentos contra a medicalização da sociedade.
O fenômeno da medicalização atinge diretamente às crianças, adolescentes e professores, transformando problemas sociais e educacionais em doenças, com o objetivo de individualizar questões coletivas, controlar e silenciar a sociedade e camuflar questões referentes à políticas públicas na área da educação.
Há algum tempo a biologização de questões psicológicas, são divulgadas como verdades científicas, resultando em intervenções invasivas nos indivíduos. Exemplo disso é o recorde de venda de medicações, especialmente as psicoativas.
A lógica biologizante leva a população a acreditar que o ser humano não passa de uma máquina, e basta trocar peças ou utilizar uma medicação para que faça funcionar melhor as engrenagens e tudo ficará bem. Exemplo disso é a droga da obediência.
Salas de aulas lotadas, escolas com instalações em condições precárias, professores sem a devida valorização e motivação.
Politicas educacionais voltadas a produtividade e massificação, no lugar de uma pedagogia libertadora, são reduzidas a patologias individuais denominadas como problemas de aprendizagem.
Pseudodoenças, como Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade e Dislexia com prevalência de até 15% da população estudantil, segundo seus divulgadores, passíveis de tratamento medicamentoso, mesmo na mais tenra idade e nos primeiros anos de escola e Professores com a famosa Síndrome de Burnout. Quem ganha com isso?
Chegou o momento de convidarmos a população à participar das discussões de políticas públicas na área de educação, reinvidicar ensino público de qualidade, garantir a singularidade de nossas crianças e adolescentes, para que tenham um futuro de sucesso e uma vida criativa.
Esse PL foi apresentado à partir de Audiência Pública convocada pelo Deputado Carlos Giannazi em 17 de abril desse ano, com a coordenação do Prof. Dr. Rafael Marmo, psicólogo, militante do Movimento contra a Medicalização da Educação e da Sociedade e outros movimentos sociais, com a presença da Profª Drª Marilene Proença representando o Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade.
O Fórum organiza em novembro, entre 11 e 14 de novembro o II seminário internacional, veja abaixo:




Pais, profissionais de saúde e educação, conselhos profissionais, sindicatos, políticos, movimentos populares e pessoas físicas preocupados com a medicalização da sociedade estão juntando forças no Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, participe também.
Você pode conseguir maiores informações no site do CRPSP abaixo:
http://www.crpsp.org.br/portal/boletim/
Aproveite para assinar o Manifesto de Lançamento do Fórum sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade.
Recomendamos a leitura do livro:
Medicalização de Crianças e Adolescentes "conflitos silenciados pela redução de questões sociais a doenças de indivíduos" Conselho Regional de Psicologia SP - Editora Casa do Psicólogo.
Conheça também o Observatório sobre a Medicalização da Educação e da Sociedade acessando no lado direito do blog.